Rede de bibliotecas libertárias
Um software livre de gestão de bibliotecas, feito por e para as bibliotecas anarquistas.
Catalogar um acervo, acompanhar empréstimos, acolher leitoras·es·s, cooperar com outras bibliotecas do movimento: são gestos simples que nenhuma ferramenta existente respeita verdadeiramente.
Os softwares proprietários são caros, vigiam as suas usuárias·os·es e impõem suas próprias categorias. As ferramentas livres generalistas são concebidas para bibliotecas universitárias ou municipais, não para as nossas.
O AnarBib faz diferente: uma ferramenta concebida a partir das nossas práticas, para os nossos acervos, nas nossas línguas.
Princípios
O que recusamos, o que defendemos
Recusamos que a memória militante dependa de empresas que alugam o seu software, capturam os dados das leitoras·es·s ou impõem uma visão mercantil da circulação do conhecimento.
Defendemos:
- a soberania local — cada biblioteca permanece dona do seu acervo, das suas regras, das suas leitoras·es·s;
- a cooperação horizontal — as bibliotecas da rede trocam fichas, empréstimos, competências, sem hierarquia;
- a gratuidade real — sem assinatura, sem versão premium, sem funcionalidade retida;
- o código livre — tudo é legível, modificável, redistribuível;
- o multilinguismo — a interface existe em português brasileiro, francês, castelhano, inglês, italiano, alemão, catalão, esperanto, e acolhe outras línguas mediante solicitação.
Três portas de entrada
Como nos juntar
Uma casa com três portas de entrada e uma única fundação, o CCLA.
Leitora·or·e
Você quer pegar emprestado, reservar, consultar em uma biblioteca já na rede. Procure sua biblioteca no diretório e crie sua conta nela.
Biblioteca
Seu coletivo quer aderir à rede. Solicite uma instância hospedada ou instale o AnarBib na sua própria infraestrutura. Sem custo, sem contrapartida mercantil.
Camarada isolada·o·e
Você quer ajudar sem estar em uma biblioteca. Código, traduções, documentação, testes: tudo o que é útil conta.
O CCLA
O AnarBib é carregado pelo Centro de Cultura Libertária da Amazônia, ateneu libertário de Belém do Pará. A BLMF é a primeira biblioteca piloto da rede.