Transparência do projeto
Andamento do projeto
Esta página torna publicamente legível onde concretamente está o AnarBib, do ponto de vista de uma biblioteca que queira utilizá-lo no dia a dia. Existe para evitar dois mal-entendidos opostos: acreditar que o projeto está quase pronto (e chegar com expectativas decepcionantes), ou acreditar que é apenas um protótipo (e deixar passar o que já funciona). É atualizada a cada marco importante, e no mínimo a cada três meses.
Última atualização: 24 de junho de 2026.
Andamento global
Estimativa atual: cerca de 85 %.
Esta estimativa permanece qualitativa e deliberadamente prudente. Ela não mede o que está construído no código (onde a cartografia técnica está quase completa), mas o que é utilizável de A a Z por uma biblioteca que não tivesse o idealizador do projeto à mão. É um enquadramento político, não um indicador de esforço de software. Neste estágio, o essencial das funções está em produção: não resta muito a construir, mas ainda há trabalho para tornar cada módulo plenamente robusto, intuitivo e confiável fora do contexto de origem.
Trajetória recente:
- 2024 — cerca de 30 %, primeiro protótipo conduzido por uma biblioteca piloto;
- início de 2026 — cerca de 50 %, protótipo ampliado mas ainda frágil no uso;
- abril de 2026 — cerca de 60 %, saída do protótipo, primeiras peças estáveis do lado do·a·e leitor·a·e e da circulação;
- maio de 2026 — cerca de 65 a 68 %, notificações por e-mail multilíngues, conexão por identificador, carta de linguagem inclusiva, modelo de administração em rede, percurso de inscrição de novas bibliotecas concluído, manuais do·a·e leitor·a·e e do·a·e administrador·a·e publicados;
- fim de maio / início de junho de 2026 — cerca de 70 %, painel de bibliotecário·a·e concluído, carteirinha de leitor·a·e em produção, conformidade com a proteção de dados pessoais adquirida (registro dos tratamentos, documentos legais em dez línguas, dupla base legal europeia e brasileira), migração do provedor de e-mail quase terminada;
- meados de junho de 2026 — cerca de 75 %, tela de administração em rede, primeiros cercos federativos, capacidade de « ser fonte » (exposição OAI-PMH governada), abertura do Ateliê de autoridades, detecção e fusão de duplicatas na catalogação, modelo de exemplares, espaço pessoal « minha biblioteca »;
- fim de junho de 2026 — cerca de 85 %, vários canteiros estruturantes entram ou consolidam sua entrada em produção: o mapa e o diretório da rede (inclusive uma autodeclaração « adicionar minha biblioteca »), o modelo Obra/Edições do catálogo (distinção da obra, de suas edições e de suas traduções), um módulo de acervos sonoros (faixas de áudio, identificadores MusicBrainz, exposição OAI), um leitor ePub integrado com retomada de leitura, um demonstrador de OCR no navegador para pré-preencher a catalogação, o lançamento da Gazeta da rede e da Carta da federação, o ciclo de vida completo das adesões de leitor·a·e (números, contribuição exigida para circular, recusa rastreada), o acolhimento na equipe por convite, a avaliação colaborativa dos pedidos de adesão, e, do lado da operação, backups criptografados fora do provedor com procedimento de restauração e um conjunto de testes de aceitação aprovado em integração contínua.
O projeto é utilizável no dia a dia nas bibliotecas piloto (Brasil e França) e já é localizável na rede. Ele conclui sua consolidação para tornar-se plenamente confiável fora de seu contexto de origem. Não é nem um protótipo nem um produto congelado: é um sistema de produção próximo da maturidade, cuja generalização está agora ao alcance.
O que funciona hoje
Estas funcionalidades rodam em produção nas bibliotecas piloto, com leitores·as·es reais. Nem por isso estão congeladas: sua consolidação prossegue à medida que são postas à prova.
Catálogo público. Busca, fichas de livro, fichas de autor·a·e, fichas contextualizadas por biblioteca. Listas de desejos. Navegação contínua entre catálogo, livro e autor·a·e.
Contas de leitor·a·e. Criação de conta, conexão por e-mail ou por identificador curto, senha esquecida, edição do perfil, troca de senha diretamente a partir da conta. Faixa de estado da conta (ativa, atenção, restrita). Identificadores públicos pessoais. Exclusão de conta pelo·a·e próprio·a·e leitor·a·e, sem intermediário. Um espaço pessoal « minha biblioteca » reúne num só lugar os empréstimos em curso, as reservas, as consultas no local, a lista de desejos, a carteirinha e o perfil: o·a·e leitor·a·e dispõe de um ponto de entrada único para tudo o que lhe diz respeito.
Circulação. Reservas, empréstimos em curso, renovações, devoluções totais e parciais, histórico. Gestão de atrasos. Regras de circulação parametrizáveis localmente, editáveis pela interface sem mexer no código.
Painel de bibliotecário·a·e. Trabalho do dia automático (retiradas planejadas, reservas a tratar, atrasos, devoluções previstas). Gestão de reservas em lote. Criação direta de empréstimo. Devoluções totais e parciais. Gestão de leitores·as·es sob restrição e levantamento de restrição. Estatísticas de circulação por biblioteca. Tarefas internas e tarefas recorrentes, com um catálogo compartilhado de sugestões de tarefas na rede. Filtros, paginação e ações em duas etapas.
Carteirinha de leitor·a·e. Cada leitor·a·e pode gerar sua própria carteirinha digital, com um QR code de identificação (token opaco, sem rastreamento) e uma versão imprimível (PDF ou PNG). Funciona no celular. É a primeira peça de uma extensão móvel da ferramenta, pensada como um complemento com capacidades próprias e não como uma cópia degradada do desktop.
Mapa e diretório da rede. Um mapa geográfico torna as bibliotecas da rede (e os coletivos sondados ou visados) localizáveis, nas dez línguas. Um coletivo pode se autodeclarar por um formulário público « adicionar minha biblioteca », em seguida moderado pela coordenação antes da publicação. Os dados sensíveis (endereço detalhado, e-mail, telefone) nunca são expostos pelas vistas públicas do mapa.
Notificações por e-mail na língua do·a·e destinatário·a·e. Para os fluxos principais (reservas, empréstimos, perfil, governança de equipe), os e-mails saem na língua preferida do·a·e leitor·a·e. As bibliotecas podem ativar ou desativar cada família de notificações de maneira independente. A migração para um provedor de e-mail mais respeitoso da vida privada (sem rastreadores) está terminada.
Proteção dos dados pessoais. Registro dos tratamentos, documentos legais nas dez línguas, dupla base legal (europeia e brasileira), direitos das pessoas implementados (acesso, apagamento com anonimização, portabilidade), seções de privacidade próprias de cada biblioteca, política de retenção parametrizável. Um aviso prévio é enviado por e-mail antes de qualquer purga de dados. O projeto não passa por nenhuma autenticação das grandes plataformas (Google, Facebook e afins).
Multilinguismo. Dez línguas ativas no aplicativo — português brasileiro (língua de referência), francês, castelhano, italiano, alemão, inglês, catalão, esperanto, neerlandês e grego — com paridade estrita das chaves de tradução garantida pela integração contínua. Dez línguas também no site institucional. Seletor em cada página, sem bandeiras nem códigos de país. Biografias de autores·as·es traduzíveis de forma independente.
Identidade visual local. Cada biblioteca tem suas cores, suas fontes, suas imagens de fundo, sua mensagem de acolhimento — sem mexer no código, por configuração.
Inscrição de uma nova biblioteca na rede. Um coletivo que queira aderir pode criar uma conta, depositar um pedido institucional por um formulário on-line, receber um aviso de recebimento na sua língua, e disparar uma notificação imediata à coordenação. O tratamento do pedido é agora colaborativo: troca bilateral de mensagens com a coordenação, comentários internos, e decisão por consentimento unânime dos·as·es administradores·as·es, com transferência de mandato possível. O percurso funciona em dez línguas, com acompanhamento humano pelas bibliotecas madrinhas.
Administração em rede. O modelo político de coordenação está inscrito na ferramenta: cooptação por consentimento unânime, retirada coletiva por consentimento unânime com prazo de carência, autorretirada sempre possível, direito transversal de intervenção sobre uma biblioteca local registrado num diário imutável e legível pelas coordenações envolvidas. A tela de gestão está em serviço: visão de conjunto da rede, pedidos de adesão, bibliotecas, membros, administração e relatórios.
Segurança das contas. Proteção anti-força-bruta na conexão. Desconexão automática ao fechar o navegador. Senha provisória imposta no primeiro acesso, a trocar imediatamente. Auditoria imutável das ações transversais. A última auditoria de segurança do banco de dados passou sem nenhum alerta crítico: as proteções de acesso aos dados foram endurecidas e os pontos sensíveis fechados.
O que está em consolidação
É aqui que se concentra o essencial do trabalho restante. Estes canteiros funcionam, mas com limites assumidos ou uma ergonomia ainda em rodagem: são utilizáveis, e sua confiabilidade fora das bibliotecas piloto se conquista ao longo do uso.
Módulo de catalogação avançada. Fichas detalhadas por tipo de material (livros, brochuras, periódicos, panfletos, áudio, audiovisual, recursos digitais, dossiês, fanzines, arquivos). Modo simples e modo completo. Busca de metadados por ISBN e junto à Biblioteca Nacional do Brasil. Rascunhos e publicação, indexação e impressão de etiquetas. O modelo de exemplares está em produção. Um modelo Obra/Edições (inspirado no FRBR) distingue agora a obra, suas edições e suas traduções por expressão: torna visíveis as outras edições de um mesmo texto e assenta a base da catalogação fina. A detecção, a comparação lado a lado e a fusão de duplicatas em fila editorial — campo por campo, registrada — estão em produção. Um demonstrador de OCR no navegador pré-preenche algumas fichas. A reconciliação automática das disponibilidades (com rede de segurança noturna) torna os contadores confiáveis. O núcleo funciona; alguns ramos (proveniência a montante, autoridades enriquecidas) ainda restam a consolidar.
Acervos sonoros. Um submódulo dedicado aos documentos de áudio: divisão em faixas posicionadas, créditos no grão da faixa (voz, interpretação, composição), vinculação aos identificadores MusicBrainz, e exposição desses identificadores via OAI-PMH. A base está em produção do lado do·a·e bibliotecário·a·e; a valorização pública das faixas se amplia progressivamente.
Ateliê de autoridades. O quarto cerco do projeto — aberto a companheiros·as·es ligados·as·es à memória libertária sem estarem vinculados·as·es a uma biblioteca aderente — está em serviço. Cria-se uma conta de contribuidor·a·e da rede, depositam-se propostas, e elas se aplicam uma vez obtido o consentimento. Funcionam as propostas de fusão de duplicatas (pessoas e assuntos), as traduções de biografias, e a gramática de consentimento (uma proposta sem objeção motivada antes de seu prazo aplica-se por si mesma; uma objeção abre a discussão, sem voto nem hierarquia). Continuam a amadurecer o painel de tarefas guiadas e a abertura às criações de fichas e às autoridades coletividade e assunto.
Configuração de biblioteca. Identidade, comunicações, regulamento (PDF), equipe, modos de funcionamento (catálogo, circulação, rede, governança como eixos independentes). O acolhimento na equipe se faz por convite rastreado. Estável no essencial; algumas seções (trocas entre bibliotecas) permanecem em implantação.
Parcerias entre bibliotecas. Duas bibliotecas da rede podem firmar uma parceria: propor, aceitar, recusar ou romper, com notificação ao contato envolvido e convite às·aos·es leitores·as·es comuns para consentir. Daí decorrem direitos recíprocos (transparência, compartilhamento digital, mutualização, empréstimo entre bibliotecas). O ciclo funciona em produção (um primeiro caso real entre duas bibliotecas piloto); sua ergonomia dos dois lados está em auditoria.
Cercos federativos. A rede pode se organizar em cercos — agrupamentos afinitários, geográficos ou linguísticos, sem hierarquia. Criar um cerco, aderir a ele, deixá-lo, acolher uma adesão por consentimento (uma objeção motivada abre a discussão, sem voto nem hierarquia) funciona em produção. É a primeira peça concreta da face federativa.
Gazeta da rede e Carta da federação. Dois órgãos de expressão da rede foram lançados. A Gazeta é um número multilíngue (dez línguas) montado mensalmente a partir de fontes e contribuições abertas, curado pela coordenação. A Carta da federação é um boletim de inscrição voluntária (duplo consentimento, cancelamento sem login). A base existe e um primeiro número está em vigor; o uso editorial regular começa a se pôr em marcha.
Entreajuda e Comuns. Ferramentas federativas de entreajuda (pedidos e ofertas de ajuda entre bibliotecas) e de partilha de documentos de referência estão em serviço num primeiro nível. Seu perímetro se amplia ao ritmo das necessidades expressas.
« Ser fonte » (exposição OAI-PMH). Uma biblioteca pode expor seu catálogo à coleta por outras bibliotecas, arquivos ou ferramentas, via o protocolo aberto OAI-PMH. A abertura nunca é um simples interruptor: ela é governada (pedido ascendente aprovado por um·a·e administrador·a·e, ou abertura descendente de toda a rede votada pelas bibliotecas envolvidas, com escrutínio secreto e consentimento tácito no prazo) e sempre temporária (fechamento manual, faixa de alerta permanente). O motor e o ponto OAI-PMH estão em produção.
Consultas no local. Pedir para consultar um documento sem tomá-lo emprestado, propor um horário, confirmá-lo ou recusá-lo, acolher a consulta, marcar uma consulta perdida. O motor interno está entregue, com seus dispositivos de segurança (impossível ter ao mesmo tempo um empréstimo e uma consulta sobre o mesmo documento). As telas do lado da biblioteca e do·a·e leitor·a·e estão em serviço, sua ergonomia em refinamento; as notificações dedicadas continuam a ser completadas.
Recursos digitais. Leitor integrado para os PDFs restritos e leitor ePub com retomada de leitura (posição e progresso memorizados). Links externos, metadados de acesso. Política de modalidades de acesso claramente definidas (PDF público, PDF restrito, link externo). O perímetro se amplia progressivamente.
Cotizações associativas. O ciclo de vida das adesões de leitor·a·e está agora completo: números de leitor·a·e, regras de cotização próprias de cada biblioteca, histórico dos pagamentos, contribuição exigida para poder circular, gestão das recusas. O motor funciona na biblioteca piloto brasileira. A ativação para outras bibliotecas e as notificações automáticas de expiração ainda restam a generalizar.
O que está em preparação
Estes canteiros existem como concepção, às vezes como protótipo, mas ainda não são utilizáveis no dia a dia. Sua abertura será progressiva.
A face federativa da rede (continuação). Os cercos, a Gazeta, a Carta, o mapa da rede, a entreajuda e os Comuns já existem (ver acima). Restam as assembleias das bibliotecas (convocação, ordem do dia aberta sem porteiro, facilitação, sala de videoconferência) — cuja especificação está posta e cujas tabelas estão prontas, mas que ainda não estão em serviço — e a carta comum. Um documento de princípios de funcionamento federativo foi redigido para enquadrar tudo isso (a ferramenta registra sem decidir, ver não é agir, o grafo nunca é uma árvore, o silêncio vale consentimento com dispositivo anti-bloqueio, nenhuma coerção federal, memória jamais apagada…). Esse texto não tem nenhuma autoridade: ele propõe, e os coletivos dispõem. Será posto em discussão na rede.
Assistente de acolhimento de uma nova biblioteca. Existe um ateliê de constituição: uma vez validado o pedido, a biblioteca dispõe de um espaço de configuração organizado em painéis, apoiado na configuração real, com acolhimento da equipe por convite. O que continua a amadurecer: um percurso verdadeiramente guiado por etapas, com valores-padrão anarquistas razoáveis, e a produção como saída de um esqueleto de regimento interno imediatamente utilizável. O refinamento ergonômico está previsto para o segundo semestre de 2026.
Recolimento (inventário físico). Verificar a presença real dos exemplares nas estantes por campanhas de escaneamento. Um primeiro motor foi esboçado e depois recomeçado; o canteiro está aberto, mas ainda não é utilizável no dia a dia.
Aquisições e proveniência. A vida de uma biblioteca passa também pela entrada de documentos: desideratos, recepção de um lote de doações antes da catalogação. O rastro de proveniência de cada exemplar já existe; o que falta é o fluxo a montante. Um enquadramento está em curso.
Importações de parceiros. Capacidade de importar registros e acervos de outras bibliotecas libertárias, arquivos, editoras. Uma camada de sondagem dos parceiros existe (detecção HTML, OAI, SRU, JSON-RPC, OpenAPI). O sentido inverso — expor o próprio catálogo como fonte — já está em produção (ver « ser fonte » acima); o que permanece adiado é a importação produtiva em larga escala, até a plena estabilização do módulo de catalogação.
Empréstimo entre bibliotecas completo. Preparação e acompanhamento dos empréstimos temporários entre bibliotecas da rede, trocas definitivas de documentos excedentes. A partilha de documentos digitais entre bibliotecas parceiras já tem suas peças de base em produção (acesso a um ativo compartilhado, fluxo de pedido, notificações dedicadas); falta o percurso completo, exposto numa interface estável.
O que não existe, e não está nas prioridades próximas
Para administrar as expectativas: eis o que o AnarBib não faz, e não fará no horizonte próximo.
Sem aplicativo móvel nativo dedicado. A interface web é responsiva e funciona bem no celular, até a exibição em modo instalado (PWA, sem loja de aplicativos, sem rastreadores). Uma extensão móvel com capacidades próprias está sendo construída: a carteirinha de leitor·a·e está em produção, o leitor ePub vem a seguir. Um aplicativo nativo empacotado, em contrapartida, não está previsto — é um custo de manutenção desproporcional para a necessidade real.
Sem SaaS comercial. O AnarBib é um software livre que bibliotecas utilizam. Não é um serviço com assinatura, faturamento, suporte pago. A rede se entreajuda; não há empresa por trás.
Sem faturamento automático de multas. Os atrasos são sinalizados. As regularizações passam pelo diálogo entre a biblioteca e o·a·e leitor·a·e. Nenhuma automatização de cálculo de multas ou penalidades.
Sem integração com SIGB proprietários. O AnarBib não dialoga com PMB, BiblioCommons, Symphony, Ex Libris, ou outras ferramentas comerciais. As importações/exportações passam por formatos abertos (JSON, MARC, OAI-PMH), não por conectores proprietários.
Sem funcionalidades de analytics ou de recomendação algorítmica. Nenhum acompanhamento estatístico dos comportamentos dos·as·es leitores·as·es. Nenhum motor de « quem pegou emprestado este livro também gostou ». O projeto recusa politicamente essas lógicas.
Calendário indicativo
Este calendário é deliberadamente vago. Os projetos militantes em software livre têm temporalidades que não são as de uma editora comercial com seu roadmap trimestral. O ritmo de desenvolvimento atual, sustentado, é possível graças à ausência de usuários·as·es terceiros·as·es a quem prestar contas em tempo real — é uma janela temporária que se fechará à medida que a rede se ampliar.
Fim de 2026: consolidação e refinamento ergonômico dos módulos recém-entregues (mapa da rede, modelo Obra/Edições, acervos sonoros, Gazeta e Carta, adesões), encerramento do canteiro consultas no local, consolidação do módulo de catalogação, entrada em serviço das assembleias da rede, cobertura dos fluxos de e-mail secundários.
Ao longo de 2027: abertura progressiva das importações produtivas a partir de parceiros, empréstimo entre bibliotecas completo exposto numa interface estável, ampliação das funcionalidades federativas (carta comum) na esteira da discussão dos princípios federativos.
2027 e além: generalização para além do círculo piloto, abertura às bibliotecas candidatas, pedido público de instância industrializada.
Estas janelas não são promessas. São intenções, sujeitas às disponibilidades dos·as·es companheiros·as·es e às contingências do real.
Como ficar informado·a·e
Sala Matrix — para conversar ao vivo, acompanhar os anúncios, fazer perguntas: #anarbib:matrix.org
Repositório Codeberg — para acompanhar a evolução do código: codeberg.org/anarbib
E-mail de coordenação — para as questões mais formais ou as solicitações: contato@anarbib.org
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